Pois!
Estive algum Tempo a meditar sobre este assunto do Tempo, que se quer e não se tem, que se perde, que se procura e não se volta a encontrar!
Que raio fazemos nós ao TEMPO???!!
Já pensaram que nós só perguntamos por ele quando o ocupamos (estragamos) a fazer algo que não nos preenche totalmente?!
Talvez o problema não esteja no Tempo, mas sim na Paixão que lhe dispensamos….
O Passado é a nossa história, a nossa estrutura, o Futuro é aquilo que vamos inventando e fantasiando e o Presente, o mais importante, é o que muitas vezes desperdiçamos a “ruminar” no Passado e atropelamos nas corridas que fazemos para alcançar o Futuro…
Mas é pelo Presente que nos devemos apaixonar, minuto após minuto, segundo após segundo e saborear muuuuiiiito devagarinho….
Como saborear um rebuçado que deixamos rolar na língua, ou um “solinho“ algarvio aquecer lenta, lentamente a nossa pele, afagando e apagando as tensões até nos abandonar-mos numa espécie de transe consciente…
O silêncio, o envolvimento quando nadamos debaixo de água como se fossemos só nós…e a água, sem disfarces ou enganos!
Ou as loucuras de uns mergulhos nas ondas do Levante…
E que dizer daqueles momentos, com os nossos queridos, em que nos apetecia fazer “pause”, saborear até estarmos “completos”, inspirar como se oxigénio se tratassem integrando-as no nosso ser (se porventura o conseguíssemos! Ingénua, eu …!) Os mimos, as gargalhadas, os conversas, os rostos, o “estar” ali…!
Pronto, perdi-me em devaneios!