sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Excertos do Diário do PP - Série III (final do Liceu)

Faro, 29 de Maio, 1978
(…)Conheci estas três raparigas [Leonarda, Lídia Dias e Célia Quintas], por intermédio do Jorge Primitivo e do José Manuel Brás.
Eu, o Primitivo e elas chegámos a ir à casa dele [Brás] passar um dia nas férias da Páscoa. Mas como as mães delas não queriam que elas fossem lá, depois, ao chegarem a casa levaram uma grande descompostura e fomos proibidos de levá-las até casa.

[Na foto ao lado estou com elas e a nossa prof. de Português do 7º ano em Lisboa, aquando da nossa viagem de finalistas à Serra da Estrela.]

No dia 6 de Maio fiz uma festa de aniversário na Ilha de Faro na casa da Justina Cantinho. Estavam lá: (…), Cristina Cantinho, Aida [Rita], (…), Leonarda, Célia, Lídia, (…) Luís Barradas, Paulo Cunha [o que foi estudar mais tarde para a URSS] , (…), Carlos Santa Rita, (…).

Confissões..positivistas

Meus caros, antes que o nok nok na minha porta se inicie, e continue plo dia fora, vou-vos fazer uma confissão bastante altruísta, e mais, com o nobre objectivo! Fazer com que os meninos que ainda faltam participar nesta viagem maravilhosa que é a mixta online se desembrulhem... aos preguiçosos, que só escrevem nos comentários ( não é Paulo?) aos tímidos e inseguros que tem receio de se expôr demasiado ( não é Carlos ?) à menina Paula Patrícia que andou nas páginas dos diários...(coff coff)e também no centro dos seus corações, à menina Lina que se atreveu a enviar um comentário e depois perdeu o piu , faz favor de mostrar as suas habilidades com as mãos( plos vistos ela também faz coisas giras com as mãos!! eu depois mostro as minhas).. olha e a todos os outrs renegados que ainda não deram o ar da sua graça....
Eh , pá , o que eu já escrevi...e ainda não disse ao que vinha!!!
Bem , então aqui vai, NÃO SE INIBAM OS NÂO BLOGUISTAS!
Pra pôr aquele comentário de 3ª feira estive 3 horas!!!! Foram horas e horas de galhofa para os presentes que assistiam ao meu desepero de arrancar cabelos , cada vez que perdia as fotos , ou que o computador bloqueava , ou quando as letras se sumiam... os meus gritos eram abafados plas gargalhas daqueles inergúmeros (???é assim não é??) que tenho lá em casa... Mas consegui!!!
Afinal , quem manda aqui??? Hamm?? Sou eu ou uma porcaria uma máquina!!????
O Post das fotos foi igualmente concorrido de grrrrrrs, aghsjdgjsjkd, palavrões , insultos e ameaças à integridade física do coitadinho do computador.... mas como vêem lá ficou e depois entusiamei-me tanto que até pus outro... Agora ,hoje ....bem...não sei se conseguiria repetir aquele momento sublime de inspiração!!
Bem, quero dizer que AVANCEM , MEUS!!!
O medo é pós fracos!!!!
O nok, nok vai começar!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E este???

Just for fun!!

Faltava o "títalo"!!

no balneário




Hoje fui nadar...de vez em quando na semana vou nadar...a água é um meio que me dá prazer e me faz sentir de uma outra dimensão...mais liquida. Quando saio das nadadelas e da sauna com cheirinho de banho turco, vou até ao balneário. Banhos, lavagens e óleos, encantamento...até eu me sinto mais jovem. Quando voltei ao meu cacifo, estavam lá três miúdas, assim mesmo, de 12, 13 anos...exactamente deste nosso tamanho e com estes nossos desejos e pensares. "o que andaste a fazer?"..."ora..." "e não tens vergonha?" (aquela dizia aquilo só para picar a outra) "Eu não. Gosto bué" "Gostas de namorar?" "Gosto! A minha mãe conhece-o e sabe!" Não sei se aquilo era para eu ouvir que parecia ter a idade da mãe (ou mais)... A namoradeira tinha um ar lânguido e doce...e falava cheia de coisas que se omitiam a cada palavra mas que se sentiam a cada respiração...Lembrei-me de mim...assim mesmo, naquele trocar de palavras não ditas e de memórias ainda quentes de outros abraços. Nós fomos um pouco menos precoces, bem sei. Por estas idades gostávamos mesmo das caminhadas entre o Ciclo e a casa para falarmos dele! gostávamos dos telefonemas entre amigas para o partilharmos absolutamente: ele olhou, ele disse, ele não me viu, ele respondeu, ele calou...Ah que partilha! Mas não nos atrevíamos ainda a muito mais...Curtíamos a troca de papelinhos como diz que disse e juras de amor camufladas ou assinadas por pseudónimos...Não, não nos atrevíamos aquilo que ali senti. É mais depressa tudo, a ilusão, a desilusão, a experiência e a fuga.


Além da impossibilidade de não escutar também não me apoquentei com a forma como era mirada. É giro este encontro nos balneários municipais. Cada uma olha o corpo da outra projectando aquilo que um dia vai ser, como vai ser? Estas jovens olhavam para mim, curiosas mas com algum cuidado, alguma discrição. Não olhavam como as miúdas mais pequenas de 6 / 7 anos que entram aos bandos e ficam espantadas de boca aberta a olhar para mim! Essas ficam absolutamente encantadas: uma mulher grande...não sei se quero ser assim...E eu. Eu visto-me e dispo-me sempre envolvida por bandos de velhotas, cheias de genica já com corpos ainda mais torcidos e cansados dos anos. Eu não olho. O olhar seria muito complicado para estas senhoras que aprenderam o pudor desde sempre. Olhar seria penetrar desrespeitosamente nos seus corpos. Vestimo-nos e despimo-nos lado a lado, todas as idades e gerações de mulheres: bisavós, avós, filhas e netas. Bisnetas. Em comum o sermos mulheres. Em comum o obedecermos absolutamente às leis da vida e aos ciclos geracionais irreversíveis. Em comum o gostarmos de água. Este é um espaço de vida incrível. Um trocar de culturas geracionais, um misto de várias velocidades no mesmo momento do tempo. Um confronto e uma continuidade.


Aproveito para fazer a proposta a quem gosta de água para um mergulho de vez em quando.
m.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A NOSSA ESCOLA!


No extremo da cidade, longe da casa de quase todos, menos dos sortudos da São, da Leonarda, da Teresa Caeiro, do Beta...

Sortudos?
Não sei!

Para os que viviamos longe, ainda tinhamos, juntos, as viagens de autocarro por 8 tostões o bilhete para o mercado :), os encontros nas paragens, as pequenas "fugas" antes de ir para casa :).

Um dia destes vou lá voltar, para registar como a "NOSSA ESCOLA" está, 35 anos depois.



Escola Preparatória D. Afonso III
Fotos de Março de 1974

"Tengerinas " do Algarve

Olha Meguy , podes dizer ao teu Pai , que as "tengerinas" ou lanrangitas que o Tomaz trouxe e partilhou connosco , nã são pikninas nã senhor e são muito saborosas....

Marcas


As coisas boas da vida também deixam marcas. A amizade saudável, desinteressada e pura que nos unia, ficou cravada em cada um de nós, de diferentes maneiras, mas ficou lá. Lembro-me que era um grupo muito unido e apesar de nem sempre ter acompanhado as vossas andanças e aventuras, por razões que não vale a pena invocar aqui, esse facto fez com que desse grande valor aos Amigos e que talvez por isso me tivesse tornado tão selectiva (no bom sentido, obviamente).

A vida trouxe-me para esta cidade barulhenta e confusa. Aqui vivo e aqui construí o meu caminho. Tenho Amigos, bons amigos. Dos de outrora, mantive apenas contacto com a São, (já não me lembro bem como) inicialmente por carta, posteriormente adáptamo-nos a estas modernices dos mails. Foi através dela que tive conhecimento do livro da Prof.ª Idália e que a partir daqui se deu o nosso reencontro.

Apesar do meu desaparecimento em combate, as recordações permaneceram e a verdade é que através deste blog, do qual também me tornei visita assídua, muitas delas foram como que restauradas, aparecendo as imagens muito mais claras e nítidas.

Ás minhas filhotas tentei transmitir o valor da amizade e fomentei tanto quanto possível o convívio. São talvez por isso muito mais extrovertidas do que eu (ainda bem).

Excertos do Diário do PP - Série II (a caminho do Liceu)

Faro, 11 de Junho, 1974
Hoje tive uma nova e enorme zanga com o (…) [pessoa não pertencente à Turma 27]. (…) O Barradas estava presente e ajudou-me e apoiou-me.
Ele é um dos meus melhores amigos. (…) O Nélio, o Canas e tantos outros que nem tinha tempo para apresentar, são os meus melhores amigos.
“Os amigos são para as ocasiões” é um dos provérbios com que eu não concordo, porque “os amigos são para sempre e sempre serão amigos.”

“Amor com amor se paga, /Assim fala o coração.
Não queiras pagar amor /Com ódio e ingratidão”

[António Aleixo?]

Quartel de Tavira, 5 Julho, 1974
Hoje de noite fiquei triste porque soube, pelo jornal “Correio do Sul”, que o meu professor de Moral e Religião, o Padre Carrilho, está no hospital por ter fracturado o pé num acidente de viação. Mal vá a Faro vou vê-lo ao Hospital. (…)

Faro, 30 de Novembro, 1974
(…) Cada vez me sinto mais triste e só. Não convivo com quase nenhuns amigos. Tenho e tive pena de não ter ficado no ciclo com os moços e moças da minha turma. Tenho uma amizade por aquela turma que nunca os poderei esquecer. É aborrecido mudar quase sempre de amigos de ano para ano [em virtude da carreira profissional do meu pai]. Enfim, “o destino marca a hora”, e “a vida continua”, “não é preciso chorar”. (…)

Faro, 9 de Dezembro, 1974
(…) Cada vez detesto mais o meu professor de Português [no Liceu]. (…)
Quem me dera voltar a ter a D. Idália como professora (foi ela que eu tive como professora o ano passado a essa disciplina). A Teresa Laranjo, da minha turma do ano passado, tem-na este ano no ciclo como professora de Português; disse-me que ela foi operada ao apêndice. (…)
A Margarida Gingeira e a Judite (Ju) que eram da minha turma do ano passado andam na minha turma.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Que coisa foi esta? (2)


Como dizia a São, "que coisa foi esta, que nos juntou?"
Aqui estão 4 casais em que pelo menos um dos cônjuges andou por estes universos da "mixta"...
(E, pelos vistos, uma roubou o marido à São, ah, ah!)

A ilusão de não saber escrever a cores

Quem seriamos? Que caminhos não teríamos percorrido se não fossem os desafios que a vida nos tem colocado e que, ora de braços abertos, ora acabrunhados, inseguros, perdidos temos vindo a viver.
Tenho andado a adiar ir vasculhar as caixas onde desde sempre fui guardando as fotografias que, não sei bem porquê, nunca foram para um album. Talvez porque sempre tive a mania das caixinhas, muitas caixinhas, dentro de caixinhas um pouco maiores. Umas de cartão, outras de lata, daqueles que recebiamos cheias de bombons quando era dia de festa, ou quando conseguiamos que nos saisse a bolinha dourada, naqueles cartões que perfuravamos nos cafés. Lembram-se? :). E as caixinhas foram/vão-se acumulando dentro de gavetas e de arcas. Por vezes penso em colá-las em albuns, mas logo desisto da ideia. Gosto de as guardar assim. Gosto de retirar o molhinho. (Re)descobrir uma atrás da outra. Olhar cada "cenário", cada rosto, cada expressão daqueles que foram e daqueles que ainda são, verdadeiramente significativos na minha vida. (Re)lembrar nomes, refrescar a memória, transportar para o momento, o contexto do registo. Guardadas em caixas têm outra magia, são como que tesouros, segredos, essências... As caixas das fotografias, têm "sempre algo mais" do que as fotos que lá colocámos um dia.
Ao longo do dia de hoje, fui "cuscando" o nosso blog, hábito/vicio que adquiri desde há uns dias e heis que dou por mim a retirar de gavetas e de caixas que há uns meses trouxe da casa onde cresci, as ditas caixas e caixinhas. Acho que foi a mensagem da São, o comentário do Nélio... no fundo foi um pouco de tudo o que todos têm partilhado neste espaço. Foi um pouco cada um de vós. Ao descobrir cada foto, vi-nos crescer. (Re)descobri-nos na Afonso III, mas também noutros espaços, noutros contextos, noutras aventuras, noutras paixões, noutras andanças.
Amanhã, vou tentar digitalizar algumas para, pela calada da noite, vos mostrar "em segredo";).

Tenho "xaudades" de vós!
Se amanhã chover, espero que um arco-íris vos "pisque o olho"!


PS: Vês São, não saber escrever a cores era apenas uma ilusão! :)


Que coisa foi esta??

A minha “pitanguinha” mais nova tem 9 anos, entrou este ano para o 5º ano e de vez enquanto olho para ela , tento recordar-me como eu era, na idade dela, na altura em que nos juntámos!

Ela tem um manancial de conhecimentos e experiências as quais eu ( e provavelvelmente os meus colegas) nem sonharíamos! Fala acerca de assuntos como uma rapariga entendida e dá-nos respostas de ficarmos de boca aberta!

Quando é que o meu bebé cresceu? Quando é que ela ficou assim? De qualquer forma, e para nossa regozijo ainda ADORA miminhos e é-nos exigido todos os dias pelo menos uns 2,5kg de beijinhos, abraços e miminhos. É curtir , pois não dura eternamente! (cresceu tanto que já não me cabe no colo e no outro dia disse–me que gostaria de fazer uma rasta, UMA RASTA!!!! )

Ok. Mas a minha questão é esta. Que coisa foi esta , que efeito teve este grupo, em todos nós que nos levou a perpetuarmos a saudade de um encontro ou a desgostar dos nossos afastamentos? As nossas vidas são como uma hélice , com muitos braços, que ora se tocam ora se afastam…uns aqui outros acolá…mas ao fim de muitos e muitos anos o desejo está lá!

Ninguém quer esquecer! Podemos ter seguido as nossa vidas, crescemos, tornámo-nos (por convicção ou à força) pessoas responsáveis que têm uma certa imagem a defender na profissão ou perante as nossas “crias”!

Mas, continuamos a ser os tais crescidos com células de putos de12 anos…

Foi “encantamento” da Mixta, “feitiço”da 27 (que acabou por assimilar uns parceiros da 28??) ou…coincidência…??? como diz o Nélio ser-mos todos profissionais ligados às Ciências Humanos e Sociais, com pósinhos de artistas…seria isto que nos "aglutinou"?

Podia ser! Mas porque se manteve!??

Quem diria que a Leonarda , viria a roubar-me o noivo ( sim , porque o Artur Filipe aos 3 ou 4 anos foi pedir-me em casamento ao meu pai…);

quem diria que eu viria a ser madrinha do filho dela, Guilherme e desta forma reencontrar-me com o meu “comprade” Carlos Canas que já não via há 330 anos;

quem diria que o Paulo Andrade, ( que também andou comigo na escola primária) seria o meu companheiro dos 1ºs dias de exploração Universitária em Coimbra;

quem diria que este Paulo que estudou pra ortopedista, por obra do acaso, viria a ajudar a minha Mãe a sair duma situação de sofrimento de há meses;

quem diria que a Teresa se viria a cruzar profissionalmente com o meu AMIGO e padrinho de casamento, Rui , em Lisboa;







quem diria que Meguy viria sermais uma vez minha colega, agora em Psicologia e que estudaríamos novamente juntas (porque eu chumbei no 1º exame) Biologia genética com o Prof. asqueroso, o Rogério Teixeira;







quem diria que o sobrinho dela depois de ter andado por outros mundos viria “poisar” em minha casa , e tenha sido adoptado como sobrinho também,

quem diria que a minha Xanoka nasceu a 31 de Dezembro e o filho da Meguy a 30 de Dezembro;( curiosamente a minha Filipoca também nasceu a 31 de Dezembro-8 anos antes-( é que eu aproveito os saltos na maternidade nesta altura!)







quem diria que a minha Xanoka , que nasceu no mesmo mês que o Pedro do Nélio, seria Pedro as well se tivesse sido um moçoilo (e eu estava convencida que sim…até vi 2 bolinhas naquele sítio,numa das ecografias…mas como quisemos sempre ser surpreendidos só no momento a coisa se soube..).

Vão dizer que estou doida! São só coincidências engraçados , não relacionados e ocasionais!

Certo! Mas digam-me que , coisa é esta que nos mantêm ligados uns aos outros , não é só saudosismo do passado!!Então??

Que coisa foi esta, que nos juntou?

E nos fez andar à volta da hélice ???




P.S. A cor é só pra pôr a Teresa invejosa!!!

na madrugada

madrugada. tantas vezes que tenho que ficar acordado madrugada fora. hoje, uma vez por semana, por razões profissionais. gosto da noite, porque me dá o silêncio que não tenho durante os dias. gosto de estar acordado à noite, mesmo quando sou obrigado a estar acordado à noite. e gosto de divagar à noite. às vezes já não sei se escolhi esta profissão ou se foi esta profissão que me escolheu. não me parece que seja por acaso que a maior parte de nós escolheu profissões de carácter humano, viradas para as pessoas. somos professores, psicólogos, médicos. e temos a mania que somos artistas... nenhum de nós é economista ou gestor, pelo menos que me lembre. num mundo que cada vez valoriza mais o material, o parecer, nós escolhemos as essências, o ser. caminhos mais complexos, que nos obrigam a confrontarmo-nos com a nossa humanidade, a nossa fragilidade, a nossa contante mutação. gostei de ler o que a teresa escreveu: fomos um bando de putos giros. e teimamos em ser um bando de adultos giros, com ideias próprias, sempre resistentes à formatação social. dá muito mais trabalho, assim, mas também dá muito mais gozo. se calhar isto não passa de uma presunção, mas não faz mal. as verdades não precisam de ser absolutas, têm muito mais interesse quando são relativas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rapidinha...

Tou tramada, pra além do vício do café mal abro o olho, agora tornei me viciada neste blog... divirto me com cada frase! E o parceiro cá de casa também é fã!
Vês Teresa, já sei pintar de várias cores!!

soltas


A cidade está mais calma, nesta segunda-feira que medeia entre o fim-de-semana e o feriado.

Há menos gente, menos barulho, menos trabalho e por tudo isto é menor a vontade de aqui estar.

Aproveito para fazer o que nem sempre é possível, divagar...

Dizem que aconteceu



"um oásis de alegria, de ternura e de solidariedade"


"Quem como nós, assistiu (...) à sessão de lançamento [do livro da "D." Idália] (...) ficou com uma lágrima ao canto do olho." (...) "Uma saudável lágrima de sensibilidade e de humanismo acompanhando os poemas transcritos no livro ou ditos por alguns dos seus alunos, durante cerca de duas horas." (...)" Sentimos um oásis de alegria, de ternura e de solidariedade."

Estas são palavras publicadas numa crónica publicada no jornal "A Voz de Loulé" com a assinatura de J.M. Pinto Correia - cronista, poeta (?) e... psiquiatra (!).

Que este blog continue a ser esse oásis é o meu desejo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

É preciso explicar a algumas pessoas que nunca estiveram na estratosfera dos blogs (como eu), como se faz...E, ninguém melhor do que eu para o fazer porque eu não costumo atinar com estas coisas e se eu consigo...toda a gente consegue.
Abres o blog, aqui...onde estás agora a ler este texto utilitário...No lado direito do ecran "Inciar sessão" carregar 1 vez; Abre uma coisa...que talvez te pergunte se queres editar ou criar perfil, podes faze-lo e respondes a umas coisas que ali pergunta...sobre ti e o que te apetece dizer. Depois voltas (não sei bem como) para uma janela onde diz NOVA MENSAGEM a azul!!! Carregas 1 vez. Abre uma caixa onde é suposto dares asas à tua inspiração ou criatividade...e escreves o que te apetecer. (onde eu estou agora para escrever este texto)
Escreves um título sugestivo para o teu texto num espacinho mais acima que esta caixa de texto.
Eu no outro dia já tinha colocado fotos...hoje por exemplo, como é domingo...já não consigo...ou desapareceram ou os meus neurónios de domingo não encontram...explico melhor num dia de semana... (Já descobri: é ali num quadradinho que tem uma fotografia mesmo mesmo por cima desta caixa de texto...inserir...foto...do ficheiro...etc) A parte da música e dos youtubes o Nélio vai explicar quando tiver disponibilidade...
Se só quiseres escrever um comentário a um texto que aparece no Blog, carregas uma vez no comentários e aparece-te uma caixinha para escreveres e para colocares as letras que estás a ver num determinado quadrado...Tu só tens que obedecer. Ah! precisas de uma conta gmail...se não tens tens que abrir (isso já é outra lição) se tiveres, avanças com a tua conta quando te pedirem uma conta google. Garanto que é fácil, se tiveres dúvidas perguntas a um puto de 10 anos que ele sabe! Abraço e boa sorte... m.

Talvez por isto nos reencontramos



"Para além dos silêncios, das palavras e dos gestos há outras maneiras de saber quem são os verdadeiros amigos. Conhecem-se pela intimidade mas, também, pela liberdade. Por seguirem o seu caminho e nos deixarem seguir o nosso.
Seguram-nos mas não nos prendem"
(excerto de "Um dia atrás do outro")

Comments...


BOA Paulo e Carlos!
Também irei dizer qualquer coisa sobre esse assunto , mas hoje não, é domingo!!
( se querem saber o que estou a falar , vão aos comentários...ih ih ih

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Excertos do Diário do PP - Série I (2º ano do Ciclo)

Faro, 22 de Maio, 1974
Hoje houve a segunda reunião do nosso Clube [na casa do Canas] (...). A senha hoje foi "ervilhas com ovos". Falámos sobre o Clube mas a conversa deu na brincadeira. A tarde foi um pouco triste pois soubemos que a nossa colega, a Migó, levou uma pancada nas costas, ficou sem ar, e teve de ir para o hospital. (...)

Faro, 29 de Maio, 1974
Na sexta-feira passada, 24, os alunos do Liceu mais os da Escola Industrial foram ao Ciclo interromper as aulas para aderirmos à greve. (...) Só começou a haver aulas hoje. Até ao fim do ano já não há aulas ao sábado. Que maçada! gostava tanto de ter Trabalhos Manuais.
A pobre da Migó não anda bem; de vez em quando tem crises de nervos por causa da pancada recebida no dia 22.
Já sei de quem eu gosto: da Paula Patrício! Acho que é simpática e bonita.
É tudo por hoje, querido diário...

Faro, 4 de Junho, 1974
No sábado fiz a minha primeira Comunhão. O Barradas ofereceu-me o livro “Scaramouche”.(…) Hoje fiz um poema a nós, os elementos do clube:

“The Secret Four”

"São quatro pequenos rapazes,
Um grupo inseparável;
Servem para fazer as pazes
Com um ladrão abominável.

O Nélio e o Canas
P'ra fazer artimanhas,
E o Paulo e o Barradas
P’ra fazer as burradas.

Contudo, para os conhecer,
Mesmo que seja um tratante,
É preciso aborrecer
Alguém muito importante”

A Migó não anda bem; o médico diz que tem um nervo torcido. Pobre rapariga. Hoje teve um novo ataque. Quanto chora a 27 por ela!Até que enfim: as aulas estão a acabar.

Faro, 5 de Junho, 1974
(…) Hoje ensaiamos a peça “O príncipe Nabo-da-Nabolândia” na qual eu faço o papel do Príncipe Aligato.Hoje o ensaio foi de morrer a rir e por fim a Maria Teresa já não tinha voz.Talvez a Meguy, a Teresa e a Xana [Tavares] entrem no nosso clube. (…)

Campo [Olhos-de-Água], 9 de Junho, 1974
Tenho um novo clube: “THE SECRET SEVEN”. Os componentes são: eu, o Canas, o Nélio, o Barradas, a Meguy, a Teresa e a Xana. A senha agora é “férias.
(…) Finalmente acabaram as aulas! (…) Ainda estranho a falta das aulas.
Os meus pais vão oferecer-me [não o fizeram!] um disco, “Canções de Maio” de José Afonso, como oferta de passagem de ano. (…)

os pés na terra

Não sei que vos diga...Olhem nem digo nada. Vão de novo olhar nas horas e perguntar o que faço a tais horas nos blogs...pois não é aqui que agora se passa o tempo mais frio que nos ajuda a desculpar de não seguirmos até uma rede social mais segura, mais concreta, mais real? Sei lá eu...comecei a dar comigo aqui sentada mais vezes. Inventei um trabalho de estudos e investigações e agora...investigo. Acho sempre que estou a investigar sobre mim mesma. Não é isso que se passa com o cientista? Primeiro a paixão! Aquele tema. Aquele assunto que teima em fazer ressonância em nós...que vai fazendo juz na medida em que se instala, se modifica, se recupera, se atira fora e se vai buscar de novo.

Bebo chá. Príncipe e limão. Da serra, é claro. Bebo litros de chá num prazer que só o Inverno me traz...e quero que a noite não acabe nunca. Sei sempre que amanhã de manhã dói. Dói acordar, sair da cama. Dói o início da manhã. Até ao primeiro café chamo-me burra dez mil vezes...porque mais uma vez fiquei demasiado tempo...e sabendo isso agora mesmo, assim continuo noite dentro, sem pestanejar...investigando até onde consigo ir. qual o meu limite. Fui sempre uma "esticadora" de limites..."um elástico"! Vivo cada segundo neste segundo. Planifico a semana para não mais pensar nela. Devo ser chata! Ainda há pouco Carlos estive a estudar os fósseis - nunca gostei dos fósseis e agora gosto...desde que fui à Lourinhã até gosto disso tudo e fico deslumbrada com os dinossauros que só se encontram ali (lourinhossauro) e no sul da Argentina...Uaw! As modificações das coisas...a impermanencia. A impermanência! Que conceito fantástico. Nada é igual nunca...Tudo tão absoluto. Como pode o Amor ser para sempre? O Amor é...vai sendo. Vai-se deslocando, modificando, arrefecendo, aquecendo, permanentemente diferente em cada áctimo de existencia! Deve ser aí que encontro a grande poetisa "Eu quero amar, amar perdidamente, amar a todos e não amar niguém..." Pois é. O meu filho ainda não me diz "já disseste isso 100 vezes"...não que eu não tivesse dito, talvez a sua capacidade de escuta ainda seja suficientemente flexivel para aguentar. Está grande o moço! Acho que hoje cresceu mais 2 cms. Já creio que olhei um pouco mais para cima do que ontem. A impermanência..."Já sobra do meu colo".

Vou calar isto agora. Acho que hoje estou demasiado pró funde mim. Não vos aborreço.

Lembro-vos, aqueles mais perto de Faro que o Teatro Municipal nos acolhe com as portas abertas pelos aeroportos, no dia 4 as 21,30 no Concerto de Natal da Orquestra...Free charge.

Hoje perdemos os Fellini no cinema de Faro, mas que volta dia 9 e dia 16 pra quem gosta das 4ªas com cinema intenso...Não esquecer a Manela Lopes (a Manelinha...) a fazer um tributo a Billy Holiday , entre outros, é claro, no dia 11 e 12 sexta e sábado, no velho Lethes. Preço, 10€...E...eu aconselho para quem não conheça...António Zambujo no Municipal no dia 12, 21,30.



depois digo mais...estou a lembrar-me que o Fuseta da Ponte está a defender a sua tese nestes dias...deve ser por isso que ainda não mordeu o nosso isco. seja o que for e como for...Bem hajam.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A aprender a Cartilha

Bom parece que consegui.
Andei ás voltas mas já cá estou. Até bloquei o computador.
Há já uns dias que não via os meus mails, (andei a passear este fds, com o meu querido) e hoje deparei-me com grandes avanços e sobretudo muito para ler e ainda mais para lembrar.
Não tenho diários para recordar. Há um tempo atrás decidi poupar as minhas filhas dessa terrível tarefa e rasguei caderninhos, papelinhos e outras coisas tantas. Assim relembro ao ler os vossos testemunhos.
Bjnhs
lena

Ai...que sensação de primeira vez...




Pois ainda estou aqui que nem sei por onde caminho. Devagar com um desejo enorme de fazer parte...de experimentar...mas, de fazer asneira também,...será que resulta?


De repente, e eu sei lá porquê, lembrei-me do caminho desde o portão até à garagem do Carlos Canas, do lado direito do corredor dos carros...sempre escura e pequenina onde ouvi os Angie mais lindos e bem tocados da minha vida...o pinkfloyd também lá estava. Estava sempre tanto calor. É por isso que ainda hoje fazemos tudo com paixão...fomos criados com muito calor! Com muito afecto, com muitos abraços e ternura. Ainda hoje sinto isso tudo. Porque continuo a ser sempre um bocadinho de cada bocadinho que vivi. Quente.


Depois íamos para um telhado perigosissimo que não lembraria nem aos gatos! Para espreitar bem por cima da Rua de Santo António quando a rua de Sto António era a unica coisa que existia...ainda hoje fantasticamente convidativa. Estive lá neste sábado praticamente toda a manhã. Sentada nesse banco de madeira à porta de uma seguradora bem à frente da grande torre onde uns miudos subiam de gatas e ficavam a espreitar. O sol batia-me na cara, agradável. li o jornal e comi castanhas. A temperatura, só para não dizer à São...eram pra i mais que 20, ameno. Os putos andavam a remar na Ilha dos tesos. O jornal não dizia nada e os putos, os outros, não estavam naquele dia em cima do telhado. Acho que depois de nós nunca mais houve putos em cima do telhado. Agora trabalha lá dentro a Paula Patricio e a Céu - a moça que levava as aulas de filosofia a pintar as unhas atrás dos cadernos. E nós a vermos tudo. Carlos como foi possível 7 anos na mesma turma! Quem mais connosco? Acho que mais ninguém. A temperatura diz que quer baixar...mas para nós ficará sempre a temperatura que entendermos, São! Isto é uma questão de imaginação e...de rumar a sul mais vezes. Podes trazer o Alex...as moças...Podes tirar o chapéu...Agora vou experimentar este cangalho. Blog. vou ver...Estou mesmo tremendo. Estas experiências podem dar em nada e lá se vai o texto escrito de emoções.



Abrejos mesmo é o que nós precisamos...


m. (aquela lá em cima é a Bolha (eu) no seu melhor...em alguma aula de história...não, Afonso???

Este é o ABREJo do Klimt

m.